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Como o Esgotamento Me Levou a Uma Vida Mais Leve

17 de mai.
2 min de leitura

Depois de 7 meses sem escrever no blog, voltar justamente depois de um esgotamento mental parece, de certa forma, simbólico.


O último artigo que publiquei chamava-se:


“Como Organizar Tarefas e Projectos Sem Ficar Sobrecarregado.”


E, ironicamente, pouco tempo depois, eu própria acabei sobrecarregada.


Alguém pode pensar que eu defendia algo que não praticava. Mas não era isso.


Na verdade, eu fazia muitas das coisas que sugeria naquele texto:

organizava tarefas, planeava, estruturava a rotina, definia objectivos.


O problema não foi a falta de organização.


O problema foi não respeitar os meus limites.


Eu quis ser perfeita em tudo.


Quis ser uma excelente profissional, esposa, mãe, amiga, familiar… e ainda encontrar tempo para cuidar perfeitamente de mim mesma.


Quis dar conta de todos os papéis ao mesmo tempo.


E foi aí que comecei a perder-me.



Hoje, ainda estou em processo de recuperação. Ainda estou a reaprender muitas coisas. Mas o esgotamento trouxe-me aprendizagens profundas sobre organização, produtividade e vida.


A primeira delas é que organização começa no autoconhecimento.


Antes de organizarmos a agenda, precisamos organizar a relação connosco mesmos.


Precisamos conhecer:


  • as nossas qualidades e defeitos

  • forças e fragilidades

  • o que gostamos e o que não gostamos

  • aquilo que valorizamos verdadeiramente

  • e, principalmente, os nossos limites


Porque uma rotina sustentável não se constrói apenas com listas e horários.


Constrói-se com consciência.


Outra grande lição foi aprender a priorizar.


Nem tudo é urgente.

Nem tudo merece a mesma quantidade de energia.


Hoje percebo que precisamos canalizar a maior parte da nossa energia para aquilo que realmente valorizamos, para o que é importante e para aquilo que estamos, realisticamente, em condições de fazer naquele momento da vida.


Sem ignorar as nossas limitações.


Também aprendi a respeitar o processo.


Durante muito tempo, vivi com a sensação de que precisava alcançar tudo rapidamente.


Mas o esgotamento ensinou-me algo muito importante:

os objectivos concretizam-se paulatinamente, não todos ao mesmo tempo.


Existe um tempo para cada coisa.


Existe um processo entre o sonho e a realização.


E existe também a necessidade de fazermos a nossa parte e respeitarmos o tempo de Deus.


Hoje sou mais paciente comigo mesma.


Aprendi ainda que o tempo é limitado.


E justamente por isso, ele precisa ser investido naquilo que realmente importa.


Não apenas em produtividade.

Não apenas em desempenho.

Mas também em presença.


Em desfrutar o hoje.

O agora.

Os pequenos momentos.

As pausas.

A leveza.



Talvez essa tenha sido uma das maiores mudanças dentro de mim:

perceber que organização não é controlar tudo.


É criar espaço para viver melhor.


E é exatamente sobre isso que quero continuar a falar aqui na CASANEAT:

uma vida mais organizada, mais consciente, mais leve e mais humana.


Se você também está num processo de recomeço, desaceleração ou reconstrução, saiba que não está sozinha.


E se este texto fez sentido para você, compartilhe com outra mulher que talvez precise ler isto hoje.


🤍 Bem-vinda de volta à CASANEAT.

 
 
 

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1 comentário


Senita,

Obrigado por partilhares a tua inspiradora história de superação. O teu testemunho de coragem, fé e perseverança é uma fonte de esperança e motivação para todos nós. Que continues a ser abençoada com muita saúde e felicidade.

Aceite os meus renovados votos de fraternidade

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